Como eu, as mulheres que circulam na rua não reagem aos comentários indecentes feitos no seu caminho.
Todas as raparigas que nenhuma criança desconhecida se sentira culpada por cuspir na cara delas saliva misturada com restos de bétel.
Roubo, vitríolo, rapto, estupro, homicídio, elas podem esperar qualquer acto de violência.
Quando elas andam na rua, não é raro que algumas pessoas atiram duas ou três pedras nelas.
Há dois meses, o cachecol duma rapariga sentada num riquexó pegou fogo porque alguém deitou nela um cigarro.
Esse espectáculo deveu divertir os transeuntes.
Antigamente, os humanos que moravam nas cavernas enterravam as filhas desde o nascimento.
Os séculos passaram mas as nossas mentalidades pouco evoluíram.
Em Mymensingh, em vários lugares, sobretudo perto das escolas ou dos ensinos médios para raparigas e nos arredores das salas de cinema, havia placas afixadas em postes de madeira.
Elas comportam uma inscrição: « Chame a policia, se estar agredido por bandidos ».
Elas não permaneceram no seus lugares muito tempo.
Os bandidos provavelmente retiraram os postes, porque eles estavam habituados encostá-los escondendo a inscrição para assobiar as raparigas que passavam.
O gozado é que um dia as raparigas tiveram que chamar os bandidos para se livrar duma patrulha de polícia.