No Canadá, encontrei um paciente estranho.
Mario tinha 40 anos e não precisava mais de trabalhar.
Ele tinha ganhado na lotaria dois anos antes.
Ele achava que ele teria devido ser o mais feliz dos homens : ele passavas invernos na Florida e verões na suave cidade de Quebec.
Ele tinha divorciado da sua mulher, da qual ele não tinha mais que suportar o mau humor, e, sobretudo ele não tinha mais que prestar contas para ao seu patrão dos correios.
Libertado de quaisquer pressões, ele passava doravante a maior parte do seu tempo a olhar os programas da escolha dele na televisão, assistindo encontros de hóquei ou de beisebol, ou bebendo margaridas no sol nas praias.
No entanto, quando ele falava de tudo isso, ouvia-se uma ausência total de projecto para o resto da vida dele e uma terrível solidão.
Estava, de resto, essa tristeza e essa angústia, da qual ele não conseguia a identificar as causas, que o trouxe até o hospital…